01/09/2022

LGPD, Legal Design e Visual Law, qual a relação?

Ser tutor de dados pessoais de terceiros é uma grande responsabilidade. Garantir a segurança, e como esses dados serão utilizados, precisam ser claros nos avisos de privacidade, termos e condições de uso, aviso de cookies, em outras políticas e contratos diversos, respeitando assim, a regulamentação da  LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

A LGPD trouxe de volta ao titular de dados o poder total sobre as suas informações e decidir o que quer compartilhar ou não.

Para que isso ocorra, é necessário que as empresas tratem adequadamente os dados pessoais, sejam claros e transparentes e informem para qual finalidade esse dados serão utilizados.

Segundo estudo da Bits Academy, para entender mais sobre o assunto, 90% das pessoas acham que a linguagem jurídica deveria ser mais simples e entre as formas utilizadas, está o Legal Design.
É percebido que técnicas visuais, utilizadas no Legal Design/Visual Law, são muito mais aceitas do que textos enormes e facilitam a comunicação entre as partes envolvidas nos documentos jurídicos ou em textos com escritas mais robustas.

Recursos do Legal Design e Visual Law
Técnicas do Visual Law

O que são as ferramentas e técnicas do Visual Law?

As técnicas do Visual Law, são ferramentas que tornam o texto mais claro e compreensível e podem ser empregadas após o conhecimento do perfil de quem irá receber a informação através da comunicação visual, através da comunicação visual, com a escolha de:

  • Imagens.
  • Diagramação.
  • Infográficos.
  • Vídeos.
  • Ícones em linha do tempo.
  • Ilustrações.
  • Gráficos.

Assim, expressões e termos jurídicos, que antes eram restritos aos advogados, juízes e profissionais da área, estão cada vez mais acessíveis, facilitando o entendimento sobre documentos, contratos, leis, entre outras informações, sem perder a validade e segurança jurídicas.

E para uma organização se adequar às obrigações da LGPD, utilizar-se de recursos como o Legal Design através de ferramentas do Visual Law, torna-se uma opção para a garantia da compreensão e atenção dos dados pessoais do titular que realmente são importantes e essenciais, para que ele de fato entenda o que está sendo feito com as suas informações e principalmente: quais são seus direitos.

Estando o processo de implementação bem feito e utilizando técnicas de Visual Law, os titulares de dados estarão mais seguros e principalmente, entenderão do que se trata.

Técnicas do Visual Law
Aplicação de Legal Design e Visual Law

Onde o Legal Design e o Visual Law podem ser aplicados?

O design traz uma contribuição significativa para a melhoria da comunicação, facilitando  a tratativa entre empresa e cliente. Assim, o Legal Design / Visual Law podem ser aplicado em:

  • Em avisos de privacidade.
  • Termos e condições de uso.
  • Avisos de cookies.
  • Entre outras políticas e contratos diversos, que tornem esses documentos mais claros e inclusivos.

Aos que trabalham com essas e outras categorias de documentos, é importante ter empatia e se atentar à resposta: será que o leitor/cliente entende a forma como os dados são usados e como serão protegidos?

Faz-se necessário colocar-se no lugar do outro para transformar!

Gostou do conteúdo? Não deixe de compartilhar as suas percepções nos comentários e acompanhar nosso LinkedIn e Instagram!

01/08/2022

Legal Design e Visual Law: o que você precisa saber?

Cenário atual
Devido à pandemia e consequentemente, o avanço tecnológico na vida das pessoas, a transformação no mundo digital alcançou a advocacia também.
Dentro dessa manifestação de mudanças, encontramos um grande destaque para o estabelecimento de uma comunicação mais clara entre advogados, clientes e suas empresas.

Legal Design

Inovar a forma de comunicação com informações mais claras e linguagem mais fácil, sem juridiquês, é o ponto-chave do Legal Design, que une lei, design e tecnologia.

Créditos: https://www.legaltechdesign.com/ e https://www.thomsonreuters.com.br/ 

Definido por Margaret Hagan, docente da Universidade de Stanford, e registrado em seu livro “Law By Design”, o termo vem revolucionando o “juridiquês” como conhecemos.
Segundo a própria autora, Margaret Hagan, o Legal Design refere-se à aplicação dos estudos do design no Direito, propondo humanizar e simplificar os documentos e os sistemas jurídicos para qualquer pessoa.
Em “Legal Design Visual Law: Comunicação entre o universo do Direito e os demais setores da sociedade”, os autores Alexandre Zavaglia e Ana Paula Holtz apontam que o conceito procura estudar:

  • Como transmitir informações jurídicas de acordo com cada problema e destinatário de cada atividade praticada com linguagem simples e de fácil entendimento.
  • Como garantir acesso aos direitos dos interessados.
  • Testes de design para novos documentos internos e serviços jurídicos, prevenindo e solucionando o problema pensando sempre no usuário/cliente.
  • Redesenhar processos organizacionais e jurídicos quando se fizer necessário, utilizando recursos próprios, como timeline, fluxograma, entre outros.
    É a partir dessas análises que profissionais do ramo passam a entender como entregar um serviço final mais satisfatório, garantindo o entendimento e uma relação de maior confiabilidade entre advogado/cliente. Aqui, o foco está sempre no cliente e na sua compreensão – é preciso que ele entenda, para assim se concluir uma ação de sucesso.

    Para começar a adotar práticas desse conceito, é preciso considerar:
  • Redução de textos de documentos, deixando-os mais objetivos.
  • Evitar palavras de difícil compreensão.
  • Utilizar os recursos disponíveis disponíveis em Visual Law, para facilitar o entendimento.

    ATENÇÃO: nesse caso, vale “o menos é mais”. Não se pode poluir o documento com muitos recursos.
    Juízes, já começaram a aceitar documentos com Legal Design, desde que os recursos utilizados não piorem o documento apresentado.

Visual Law

Muitos confundem os dois termos, mas Visual Law é, na verdade, uma subárea do Legal Design.

Segundo a “Thermopylae Sciences + Technology”, 90% da informação que processamos é visual, onde o entendimento de imagens acontece 60 mil vezes mais rápido do que apenas com texto corrido.
Com isso, é possível que diversos materiais sejam revistos e ajustados para diminuir os entraves vivenciados entre advogados e clientes, como:

  • Proposta comercial.
  • Contratos.
  • Petições.
  • Políticas de Termos de Uso.
  • Sentenças.
  • Acordos.

O futuro do mundo jurídico

Uma comunicação mais clara e um documento mais conciso e mais enxuto, é o sonho de clientes e juízes. Fica a cargo de cada profissional entender as vantagens de empregar o Visual Law e facilitar o entendimento e aumentar a confiabilidade dos clientes.

A partir do uso da tecnologia e do design, diversos profissionais do meio podem organizar, produzir e transmitir informação de maneira mais rápida e efetiva para todos.

Gostou do conteúdo? Não deixe de compartilhar as suas percepções e acompanhar as nossas redes sociais: , e . E no também.

08/04/2022

Sua empresa em relação a terceiros: como conscientizá-los da necessidade de adequação à LGPD

Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), todos os envolvidos na relação existente, seja ela empresa e titular de dados, seja qualquer outra que envolva dados pessoais, devem estar adequados. Isso porque todos os envolvidos responderão subsidiariamente, ou seja, suplementarmente.

Saber lidar com os dados pessoais é imprescindível, minucioso e requer muita atenção. Quando existe um terceiro, fica ainda mais difícil.

O papel da sua empresa é ter um programa sólido de governança que permita gerenciar as terceirizadas e cobrar quando algo estiver errado, ou mesmo a cada ano fazer uma auditoria, verificando se o sistema está funcionando corretamente.

O que devo fazer para me certificar de que contratos antigos estão adequados à nova lei?

  • Mapeamento: deve-se estudar todas as áreas da empresa, incluindo contratos, documentos internos, comunicação e demais setores. A partir disso, determina-se a prioridade de adequação de cada item mapeado.
  • Identificação de todos os dados coletados, separando-os em dados pessoais e dados pessoais sensíveis.
  • Tratamento e armazenamento desses dados.

Os contratos antigos devem ser revistos, checando a necessidade de fazer aditivos com todas as cláusulas a respeito do tratamento, proteção e armazenamento de dados.

Quanto aos novos contratos, esses devem já ser produzidos seguindo a LGPD como base.

Qual a diferença entre a proteção de dados e a confidencialidade?

A confidencialidade acontece entre as partes que possuem um contrato ou documento, que implica em uma obrigação de não fazer e de não divulgar informações sobre o seu cliente, a não ser que haja autorização expressa. Já para a proteção de dados, é necessário que haja cuidados efetivos, quase sempre por meio de mecanismos e ferramentas, para que um dado não venha a ser conhecido, tratado e armazenado por quem não tem permissão.

Vai contratar? Veja o que levar em consideração na escolha do parceiro ou fornecedor

Quando for contratar um parceiro ou fornecedor, certifique-se que a empresa adota boas práticas em segurança, proteção de dados, políticas de privacidade e medidas de governança.

Além disso, as empresas que forem contratadas, ou parceiras, devem ter o mesmo nível de proteção de dados que o da sua empresa.

Caso você seja uma empresa terceirizada e ainda não se adequou à LGPD, corra e se adeque o mais rápido possível para não perder clientes. Para isso, fale com uma equipe profissional, multidisciplinar e especializada em proteção de dados: a PTG Advocacia.

Acompanhe o nosso blog e os nossos perfis no Facebook, Instagram e LinkedIn, para ficar sempre bem-informado sobre tudo o que você precisa saber sobre LGPD. Entre em contato com a gente e saiba mais. Estaremos à disposição para te atender e tirar suas dúvidas!